Olá, professores e professoras!

Desde que a proibição dos celulares entrou em vigor nas escolas, o tema tem gerado muita conversa entre educadores, alunos e famílias. Algumas pessoas comemoram a decisão, dizendo que ela favorece a concentração e melhora a interação social. Outras questionam se a medida realmente resolve os desafios da aprendizagem ou se apenas ignora a presença inevitável da tecnologia no cotidiano dos estudantes.

Mas, em meio a tantas opiniões, há uma pergunta fundamental: como os próprios alunos estão vivenciando essa mudança? Se queremos que a escola seja um espaço significativo para eles, precisamos escutar suas percepções e experiências. Afinal, a educação deve ser um processo dialógico, em que todos os envolvidos – professores e alunos – têm voz ativa na construção do conhecimento.

Por isso, selecionamos três atividades simples e engajadoras para que os estudantes possam refletir sobre os impactos da proibição do celular e compartilhar suas perspectivas. Mais do que apenas levantar argumentos a favor ou contra a regra, essas dinâmicas incentivam a escuta ativa, o pensamento crítico e a construção coletiva de soluções.

Vamos lá?

  1. Diário Reflexivo – Minha Vida Sem Celular na Escola

Objetivo: Estimular os alunos a analisarem as mudanças em sua rotina escolar sem o celular, desenvolvendo habilidades de escrita e pensamento crítico.

Como funciona?
Peça aos alunos que escrevam um pequeno diário relatando suas experiências desde que os celulares foram proibidos. Algumas perguntas podem ajudar a direcionar o texto:

  • O que mudou na sua rotina diária sem o celular na escola?
  • Você sente que sua concentração melhorou ou piorou?
  • Como você lida com dúvidas ou passa o tempo nos momentos livres?

Depois, eles podem trocar os textos com um colega e discutir diferentes pontos de vista. No final, a turma pode realizar uma roda de conversa para compartilhar as principais reflexões.

A escrita reflexiva é uma ferramenta poderosa no aprendizado, pois permite que o aluno organize seus pensamentos e compreenda melhor suas próprias experiências. Sabemos que educação se dá pela experiência e pela reflexão sobre essa experiência. Assim, dar voz aos alunos por meio da escrita fortalece seu protagonismo e desenvolve uma visão mais crítica sobre o próprio aprendizado.

  1. Painel de Opiniões – Prós e Contras

Objetivo: Estimular o debate e a construção de argumentos, levando os alunos a analisar diferentes perspectivas sobre a proibição do celular.

Como funciona?
Divida a turma em dois grupos: um ficará responsável por listar os benefícios da proibição dos celulares e o outro, os desafios que ela trouxe. Os argumentos podem ser organizados em um painel físico ou digital.

Depois, a turma se reúne para debater: há um caminho intermediário? A ideia é que os alunos não apenas defendam um lado, mas reflitam sobre como equilibrar tecnologia e aprendizado de forma responsável.

Nosso aprendizado acontece de forma social e interativa. O diálogo e o debate são fundamentais para que os alunos construam conhecimento de maneira colaborativa, desenvolvendo habilidades argumentativas e empatia para compreender diferentes pontos de vista.

  1. Entrevista com a Comunidade Escolar

Objetivo: Desenvolver o olhar investigativo dos alunos, incentivando a pesquisa, a escuta ativa e a análise crítica sobre o impacto da proibição do celular.

Como funciona?
Os alunos irão elaborar perguntas e entrevistar diferentes membros da comunidade escolar – colegas, professores, coordenadores, funcionários – sobre os efeitos da proibição dos celulares. Algumas questões que podem guiar a investigação:

  • O que você acha da proibição dos celulares?
  • Quais mudanças percebeu no comportamento dos alunos?
  • Você acredita que a regra melhorou a qualidade das aulas?

Após as entrevistas, os alunos podem organizar os resultados em gráficos, tabelas ou textos reflexivos para compartilhar com a turma. Se possível, a escola pode reunir essas informações e apresentá-las para a equipe pedagógica, promovendo um diálogo entre gestão e estudantes.

A pesquisa como prática pedagógica fortalece o pensamento crítico e a autonomia dos alunos. Acreditamos que a educação do futuro deve ensinar a compreender, conectar diferentes saberes e refletir sobre a complexidade do mundo. Essa atividade permite que os estudantes exercitem exatamente isso.

E que tal transformar isso em uma proposta para a coordenação?

Se a escola permitir, os registros das atividades podem ser organizados e apresentados para a equipe pedagógica. Dessa forma, os alunos não apenas refletem sobre o tema, mas também participam ativamente das decisões que impactam seu dia a dia. Esse tipo de envolvimento fortalece o protagonismo estudantil, um princípio essencial para uma educação democrática e participativa.

Animou de experimentar uma dessas atividades? 

Depois, compartilhe com seus colegas o que seus alunos pensaram sobre essa mudança.
E, claro, com a gente também. 

A escuta faz toda a diferença no processo educativo!