Olá, Professoras e Professores!
Basta ligar a TV, o rádio, acessar as redes sociais e se deparar com notícias sobre grandes conflitos mundiais que tem acontecido. Conflitos que surgiram há muito tempo e que a cada dia, infelizmente, envolvem mais e mais indivíduos.
Ao olhar para esse cenário é posto um desafio a nós professores: como trabalhar os acontecimentos e conflitos recentes em sala de aula? Afinal, os alunos nos questionam sobre as origens e pedem uma “luz” em relação a tudo o que está sendo veiculado.
Sabemos que a aprendizagem acontece a partir de conexões do presente que dão sentido aos conhecimentos já adquiridos anteriormente. Nesse caso, tratar dos conflitos recentes é também desenvolver com os alunos a capacidade de argumentação e de empatia com os envolvidos.
Uma das possibilidades é a proposição de debates nos quais os alunos podem se dividir em grupos e pesquisarem, a partir da orientação dos seus professores, sobre a temática. A partir da pesquisa, podem ser desafiados a participar de um júri simulado, no qual deverão defender suas posições.
Para isso, são necessárias as seguintes personagens:
Juiz: pode ser o(a) professor(a) ou um(a) aluno(a) escolhido. O papel é o de responsável pelo andamento do júri, que deve fazer as intervenções para a organização do caso. Além disso, é quem estipula a causa ganha (ou não) a partir da opinião do júri.
Jurados: são os responsáveis por analisar os fatos e por dar o veredicto de qual lado foi o vencedor.
Advogados de defesa: são aqueles que defendem o réu (acusado), com base nas pesquisas e argumentos coerentes.
Promotores: os advogados de acusação que buscam condenar o réu por meio de argumentos coerentes.
Réu: é o objeto ou conflito posto em discussão durante o júri. Não necessariamente é preciso existir o “réu físico”, podendo ter a defesa ou acusação de um assunto específico.
A divisão da turma entre as personagens poderá ser de responsabilidade do(a) professor(a) que deverá guiar o debate e júri simulado. Essa proposição poderá acontecer durante uma hora/aula e utilizar outras para a construção coletiva dos argumentos dos advogados e promotores. Por meio dessa metodologia ativa é possível exercitar e possibilitar a empatia e a argumentação, essa última uma das competências gerais da BNCC para a educação básica.
Abraços. Phanie.


